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Jorge Salavisa (1939-2020)

O Jorge Salavisa partiu ontem. Com a sobriedade  que o caracterizava e tão bem sabia aliar a um carisma distinto. O Salavisa desapareceu e, com isso, há um tempo mítico da dança euro-americana a ficar mais distante também. Uma fresca aragem de época que trouxe até nós quando, nos finais dos anos 70, regressou ao Portugal que deixava para trás meio século cinzento; e que depois, com sabedoria, ajudou a catapultar para o século XXI. A sua marca no que foi – e é hoje – a dança em Portugal, o modo como a fez transitar para o epicentro da vida cultural de Lisboa e do país é indelével. De tudo isto se tem falado nestas horas, mas as palavras nunca chegam, e são difíceis, porque “o Salavisa” era uma daquelas figuras que nunca nos lembrámos alguma vez poder desaparecer.

Para os que por cá ficam, escreveu Hemingway uma vez, parece ter chegado o tempo em que começam a morrer pessoas que nunca tinham morrido antes.

Luísa Roubaud

(Direcção do Centro de Estudos em Artes Performativas)

29 Setembro de 2020

Créditos: Rodrigo César

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