CEAP

Seminário de Doutoramento: Dança e Crítica Cultural

Anúncios

Seminário de Doutoramento: Dança e Crítica Cultural

Quarta, 6 e Quinta, 7 Junho 2018. 14h-19h
Faculdade de Motricidade Humana – Edifício Esteiros

Com Luísa Roubaud, Rui Cidra e Lívia Jiménez Sedano.

Objectivos da aprendizagem: Aprofundar e debater dimensões conceptuais e teóricas dos Estudos em Dança, e suas conexões aos domínios da Etnocoreologia, Antropologia Cultural, da História da Arte e dos Estudos Culturais. Perspectivar a análise de fenómenos de dança (social e teatral) como meio específico de produção de crítica cultural. Estudar métodos de análise da dança e aplicá-las na observação de práticas e representações do corpo e da dança enquanto fenómenos significativos culturalmente contextualizados. Equacionar o modo como manifestações da dança se inscrevem ou/e reflectem trânsitos culturais contemporâneos, tais como processos identitários, questões de género, dinâmicas interculturais e transculturais, tensões entre culturas locais e a cultura global, dimensões pós-coloniais, políticas, e relações de poder e contra-poder. Aprofundar competências de observação, descrição, análise e interpretação de fenómenos de dança, com vista á identificação de eixos de organização dramatúrgicos. Promover, a partir de um estudo contextualizado de fenómenos de dança, debates de crítica cultural teórica e conceptualmente fundamentados.

 

Quarta, 6 Junho 2018 – Rui Cidra

Cultura expressiva e a crítica do presente pós-colonial: reflexão a partir de batuko e funaná

A diversidade de configurações do pós-colonial numa perspectiva de crítica cultural. Conceitos e dimensões da performance e da cultura expressiva desenvolvidos na Antropologia Ccultural e, em parte, na Etnomusicologia.

 

Quinta, 7 Junho 2018 – Livia Jiménez Sedano

“Os pulas não têm jeito para dançar!” Etnicidade, género e resistência cultural aos fenómenos de mercantilização e globalização das danças africanas em contexto pós-colonial

Desde finais dos anos 90, diversas danças originárias dos PALOPs tornaram-se produtos de mercadoria em Portugal, nomeadamente a kizomba que teve um grande sucesso a nível nacional e internacional. Este fenómeno recente tem conduzido a reações ambivalentes entre os africanos/as residentes em Lisboa e Madrid. Embora a maioria dos participantes na pesquisa considerem que a sua cultura estava a ser valorizada pelo mundo todo, por outro lado sentem que a sua dança não está bem representada pelos bailarinos classificados como brancos. Num contexto de conflito pós-colonial não resolvido e não verbalizado, o boom nas escolas de dança da kizomba e outros estilos, tais como a semba ou o kuduro, entre alunos portugueses de classe média tem sido interpretado em termos de apropriação cultural ilegítima. Nesta sessão, concentraremos a nossa atenção na agência dos actores (maioritariamente imigrantes) que frequentam a chamada noite africana comparando dois contextos europeus: Lisboa e Madrid. Iremos analisar e debater a nova cultura da kizomba de escola como forma de violência simbólica e as formas de resistência desenvolvidas perante a este fenómeno: gozar sobre a forma de dançar dos brancos, a segregação étnica das pistas de dança e a rejeição das mulheres africanas a dançar com homens europeus.

 

Dança e Crítica Cultural é um módulo teórico (Estudos Avançados II) enquadrado no programa doutoral em Motricidade Humana na especialidade de Dança. A frequência é reservada aos estudantes dos programas de doutoramento na FMH e a outros convidados. Este seminário é coordenado pela Prof.ª Luísa Roubaud.

Para mais informações, contactar o secretariado através do tel. 214 149 179 ou por email bolseira.fmh@gmail.com.

Anúncios

Anúncios