A Sublime Dance Company (SDC) apresenta o filme Parte de Coisa Nenhuma de Alex Wiczor. Um filme que documenta o processo criativo da peça Parte Coisa Nenhuma de Diana Seabra: um projeto de dança inclusiva promovido pela Cercioeiras em colaboração com a SDC.
O filme será apresentado no Espaço Nimas, dia 6 de Maio de 2018, às 17h00, seguido de uma conversa com Luísa Roubaud, Professora da Faculdade de Motricidade Humana, e Ana Rita Barata, e ainda uma curta actuação de Olsi Gjeçi, Nuno Cabral e Giovanni Barbieri.
Os bilhetes (5€) estarão à venda a partir do início de Maio nas bilheteiras do Espaço Nimas e na BOL.
Teaser: https://youtu.be/eH4Bvfnux6c.
Descrição do Projeto:
A criação de Parte de Coisa Nenhuma, nasceu da colaboração entre a Cercioeiras e a coreógrafa Diana Seabra para a criação de uma peça de dança inclusiva com pessoas com deficiência mental e bailarinos profissionais. O objetivo primordial do projeto prendeu-se com a valorização das competências artísticas das pessoas com deficiência e potencialização das suas capacidades criativas e performativas no domínio não verbal. A apresentação final da peça contou com a coreogafia e direção artística de Diana Seabra. O documentário apresenta a prespectiva de Alex Wiczor sobre processo criativo que durou dois meses. A exploração de movimento alternou-se entre a expressividade de um indivíduo singular e a expressividade de um grupo e como ambos se afetam mutuamente. As fortes relações interpessoais que foram construídas ao longo deste processo reforçaram a premissa de que o movimento, dança e a música são meios de comunicação potenciadores de uma compreensão interpessoal mútua e autêntica.
Resumo Sinopse
da coreografia
Nasce-se num lugar, num determinado tempo, numa família, numa
língua, num clima, numa cultura, num cheiro e sabor de comidas,…
nasce-se a ser parte de algo mas é também possível nascer-se para
não se vir a sentir parte de coisa alguma. Pertencer
não é só uma escolha de cada um, a sociedade apodera-se dessa
decisão com uma triste inconsciência. Existe porém a possibilidade de cada um
escolher conscientemente. Será talvez esse o maior risco e a maior liberdade.
Onde pertence cada um? Como se forma um
grupo? Quem pertence a quê? Quem se sente mais parte de algo ou
parte de coisa nenhuma? Por onde anda quem se sente pertencido e
por onde viaja quem se sente desamparado?
O Fado, originário de contextos marginais, subiu e desceu a escada dos diferentes estatutos sociais, das diferentes modas, sendo agora parte de quem o quer ouvir. Letras que falam aos portugueses e que embalam quem
só lhe entende a melodia. Quem é o famoso ou o
esquecido? Quem é o marginal? O perfeito e o imperfeito? Onde está a autencidade daquele que pertence a um grupo? Somos ou pertencemos?
Seremos provavelmente parte de coisa nenhuma.